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terça-feira, 3 de maio de 2011

Retrocesso - Luís Fernando Veríssimo

O visitante estranhou porque, quando o levaram para conhecer a sala de aula do futuro, não havia uma professora-robô, mas duas. A única diferença entre as duas era que uma era feita totalmente de plástico e fibra de vidro — fora, claro, a tela do seu visor e seus componentes eletrônicos —, e a outra era acolchoada. Uma falava com as crianças com sua voz metálica e mostrava figuras, números e cenas coloridas no seu visor, e a outra ficava quieta num canto. Uma comandava a sala, tinha resposta para tudo e centralizava toda a atenção dos alunos, que pareciam conviver muito bem com a sua presença dinâmica, a outra dava a impressão de estar esquecida ali, como uma experiência errada.
O visitante acompanhou, fascinado, uma aula como ela seria num futuro em que o computador tivesse substituído o professor. O entendimento entre a máquina e as crianças era perfeito. A máquina falava com clareza e estava programada de acordo com métodos pedagógicos cientificamente testados durante anos. Quando não entendiam qualquer coisa as crianças sabiam exatamente que botões apertar para que a professora-robô repetisse a lição ou, em rápidos segundos, a reformulasse, para melhor compreensão. (As crianças do futuro já nascerão sabendo que botões apertar.)
— Fantástico! — comentou o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, sorrindo com satisfação.
Foi quando uma das crianças, errando o botão, prendeu o dedo no teclado da professora-robô. Nada grave. O teclado tinha sido cientificamente preparado para não oferecer qualquer risco aos dedos infantis. Mesmo assim, doeu, e a criança começou a chorar. Ao captar o som do choro nos seus sensores, a professora-robô desligou-se automaticamente. Exatamente ao mesmo tempo, o outro robô acendeu-se automaticamente. Dirigiu-se para a criança que chorava e a pegou no colo com os braços de imitação, embalando-a no seu colo acolchoado e dizendo palavras de carinho e conforto numa voz parecida com a do outro robô, só que bem menos metálica. Passada a crise, a criança, consolada e restabelecida, foi colocada no chão e retomou seu lugar entre as outras. A segunda professora-robô voltou para o seu canto e se desligou enquanto a primeira voltou à vida e à aula.
— Fantástico! — repetiu o visitante.
— Não é? — concordou o técnico, ainda mais satisfeito.
— Mas me diga uma coisa... — começou a dizer o visitante.
— Sim?
— Se entendi bem, o segundo robô só existe para fazer a parte mais, digamos, maternal do trabalho pedagógico, enquanto o primeiro faz a parte técnica.
— Exatamente.
— Não seria mais prático — sugeriu o visitante — reunir as duas funções num mesmo robô?
Imediatamente o visitante viu que tinha dito uma bobagem. O técnico sorriu com condescendência.
— Isso — explicou — seria um retrocesso.
— Por quê?
— Estaríamos de volta ao ser humano.
E o técnico sacudiu a cabeça, desanimado. Decididamente, o visitante não entendia de futuro.

Se for pra matar todos os terroristas, que matem o Bush também.

A mídia influencia a opinião das pessoas. Mostraram consecutivos ataques aos americanos, mas omitem o que fazem nos países árabes. Estão vitimando os EUA como se não passassem por cima de ninguém em busca de $$. Agora vão viver com o rabo entre as pernas, com medo de ataques aliados ao Bin Laden. Omitem tortura, ainda por cima. Não quero defender, mas se liga, né? E o Israel tá muito na moita pro meu gosto.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Desmoralização Romântica

        As gerações não mudam mais, elas mutuam. Tudo o que ontem fazia sentido, em poucos anos será considerado banal e ultrapassado.
       Os grandes protagonistas de uma geração são os jovens e eles têm, cada vez mais pressa de passar por fases fundamentais na formação da maturidade. Atropelam etapas, burlam regras, agem de forma impulsiva, pensando apenas no momento. Mostram-se desinteressados nas consequências futuras.
       Imaturos e inexperientes, falam da "boca para fora", criando fantasias e expectativas incertas em cima de pessoas mais incertas ainda. Aparência conta, mas ela mascara personalidades, assim como pode escancarar aos interessados: aqueles que procuram por molduras. O infeliz pode encontrar a pessoa que tanto idealizou, mas esquece que amores perfeitos com finais felizes não passam de ficções inspiradoras à vida real.
       Decepções são inevitáveis e elas esbofeteiam sem aviso prévio. Estar preparado para a vinda delas, poupa desgaste físico e psicológico.
      Um dos principais antagonistas dessa situação é a internet. Os sites de relacionamento esfregam na sua cara o que não quer enxergar. Com juras  de amor escritas, uma novela mexicana é reproduzida por um diretor imaturo e exposta aos internautas, digo, "telespectadores cibernéticos".
      Um processo de responsabilização, um banho de bom senso, com uma pitada de realismo e eloquencia, seriam como colírios aos olhos míopes de tanta "caca" e filtros aos ouvidos maltratados pelas asneiras. Vai um "Ipod" e um óculos de sol? 

quarta-feira, 30 de março de 2011

Candidatos à missão impossível? Alguém?

Não precisa consultar nenhum especialista no assunto para chegar a mesma conclusão: desconsidere integralmente a renda per capita brasileira. Por quê? Instituição pública e privada, uma com nível de ensino inferior a outra . Taí a resposta. A renda não é distribuída igualmente entre a sociedade.

      Pessoas com melhores condições financeiras e com acesso constante à evolução tecnológica, materiais didáticos sofisticados, ensino de elite, alimentação básica, cuidados com a saúde, residência em condições viáveis e local adequado aos estudos garantem certas vantagens em processos seletivos e, assim, arrebatando uma massa menos favorecida, as que carecem de parte desses benefícios.
 
    Instrução familiar, influência à cultura, investimento igualitário na profissionalização e na educação, principalmente, neste momento é indispensável. Só educando as crianças e jovens de hoje teremos, no futuro, uma nação provavelmente mais consciente. Para isso é necessário educadores, professores capacitados à essa missão. E investimento neles é indispensável.


sábado, 26 de março de 2011

As pessoas se entregam...

Uma coisa é fato: o twitter deixou de ser um diário pra ser uma ferramenta de indiretas e todos os ignorantes envolvidos nesse esquema acham que os meus twits servem pra eles e respondem. Retorceram toda moral do twitter. Não vai demorar pro facebook ser assim.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um enigma ambulante...


Catei umas frases de Greta Garbo, uma mulher que marcou na história do cinema, com a qual me identifico por sua personalidade fascinante, temperamental e única.

“Qualquer pessoa que tenha um contínuo sorriso em seu rosto esconde uma tenacidade que é quase assustadora.”

“Existem alguns que querem se casar, e outros que não. Nunca tive um impulso para ir para o altar. Eu sou uma pessoa difícil de conduzir.”

"Há muitas coisas em seu coração que você nunca deve contar a ninguém. Seria baratear o seu íntimo sair espalhando-as por aí." 

E você? O que faria?

Kovalick é um exemplo de profissionalismo e competência diante de uma catástrofe como essa no Japão. Ter que demonstrar calma e seriedade pra fazer o papel de comunicador enquanto a vontade de sair correndo e gritar é grande não é pra qualquer um. Tiro meu chapéu.

domingo, 20 de março de 2011

Reforçando minha visão

A percepção que eu tenho do Carnaval: Pessoas esperam o feriadão chegar pra serem felizes, saírem adoidados gritando e bebendo como se o mundo fosse acabar no dia posterior. Dependem de um feriadão pra dizerem "QUE ALEGRIA", acham que são mais felizes por isso e ainda querem que as pessoas concordem com o mesmo pensamento pequeno e medíocre. Desculpe, mas isso é a ponta iceberg do que eu penso...

terça-feira, 8 de março de 2011

Exemplos na História




Àquelas que desde que éramos de tamanho insignificante já dávamos dores de cabeça e no corpo.
Àquelas que, com sacrifício, nos deram berço e educação, mas mesmo assim insistíamos na teimosia e quereríamos o oposto ou mais do que nos era oferecido.
Àquelas que, mesmo ausentes, sempre fizeram o máximo pra que seu lugar ao lado de sua cria nao esfriasse.
Àquelas que a ausência NUNCA será substituída, por nao poderem retornar ao lar por motivos de força divina.
Àquelas que orgulham-se por terem conquistado independência e voz ativa num pequeno grupo diante de uma sociedade de maiorias e exlusões que desdenhou a grandeza de suas forças.
Mulher e guerreira é redundância.
Parabéns pela sua trajetória.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tem certeza que deixará pra próxima vez?



Na verdade o ano novo serve como uma forma de renovar forças e recarregar energias. Se fosse um ano eterno com milhões de dias, você diria que amanhã tudo vai mudar porque vai fazer tudo diferente. É assim que acontece no ano novo, as pessoas deixam pra mudar depois. E você vê que tudo não passa de esperança mal resolvida e mal planejada. Não sei se tá dando pra captar minha mensagem, mas a moral é que, querendo ou não, virão dias ruins esse ano, assim como vieram no ano passado. Pessoas vão botar o pé pra você cair quando estiver "correndo" na vida. Você vai tropeçar e, possivelmente vai cair. E aí? Vai dizer que no ano que vem vai ser diferente e que voltará com mais força, promete vingança e que esta será maligna? Levante e dê uma bifa na cara de quem botou o pé e volte a correr.


Na imagem, um grande exemplo de superação. O atleta brasileiro que liderava a maratona em Atenas foi surpreendido pelo ato de protesto de um PADRE, mas não se deu por vencido. Voltou a correr e conseguiu terceiro lugar. Para os brasileiros ele foi o verdadeiro campeão.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Título por sua conta.


Órgão interno, máquina que bombeia o sangue. Contrai, descontrai. Descontrai, contrai novamente. Está sempre ativo. Contrações e descontrações suaves refletem quietude, serenidade. Respiração uniforme? Confere. Paciente saudável.
 Fortes emoções alteram a intensidade do fluxo sanguíneo. O paciente sofre de hipertensão. O órgão não suporta tanto. 123 batimentos por minuto.  Poucos minutos de vida.  O sangue não sabe pra onde ir. Os caminhos estão trancados. Trânsito intenso. Engarrafamento. As hemoglobinas sofrem pressão dentro dos vasos.  A situação está se acalmando.A pressão diminui sua intensidade. Mais um pouco. E mais. Parou. Infarto.
O coração carrega sua vida e a de mais alguém. É só um coração. Nada mais.