Há boatos dizendo que o jornal impresso vai sair de
circulação. Cada vez mais, o leitor busca veículos que supram a necessidade de
se manter informado em tempo real. Isso não quer dizer que a internet vai tirar
o impresso das ruas, significa que o fato é um sinal de que ele deve ser
melhorado.
A geração que impera é a que se limita em 140 caracteres. Que
se priva aos fast readers Se não me engano, li esse termo em uma matéria na
Zero Hora, impressa. A matéria tinha um título instigante, página cheia. Duas
páginas cheias. Conforme eu lia, a matéria ‘falava’ comigo: “começou a leitura?”,
“continua lendo? Bom, você é um dos poucos...”, “Chegou ao final? Parabéns.”.
Algo do tipo.
Pelo abarrotamento de links e informações que ‘aparecem do
nada’ na telinha do computador, terminar uma leitura online torna-se uma missão
quase impossível pra quem não está definitivamente determinado a isso.
Também tenho outra percepção. Brasil: um país em constante
evolução. Se parar para ver, o numero de famílias pobres que têm acesso à
internet vem aumentando gradualmente. Isso decorre de planos de ‘inclusão
digital’ que o governo (...) implanta na sociedade. Voltando ao meu ponto-foco,
isso está longe da realidade brasileira. Ainda existe a parcela que não tem
acesso às mesmas vantagens.
O que seria sair de circulação? Acho que a demanda de
jornais a serem produzidos cairia drasticamente, cessa-la seria uma atitude
precipitada. Demos valor ao que temos em mãos hoje. Num futuro não tão longe,
pode virar raridade.

