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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Apocalipse para o impresso?


Há boatos dizendo que o jornal impresso vai sair de circulação. Cada vez mais, o leitor busca veículos que supram a necessidade de se manter informado em tempo real. Isso não quer dizer que a internet vai tirar o impresso das ruas, significa que o fato é um sinal de que ele deve ser melhorado.

A geração que impera é a que se limita em 140 caracteres. Que se priva aos fast readers Se não me engano, li esse termo em uma matéria na Zero Hora, impressa. A matéria tinha um título instigante, página cheia. Duas páginas cheias. Conforme eu lia, a matéria ‘falava’ comigo: “começou a leitura?”, “continua lendo? Bom, você é um dos poucos...”, “Chegou ao final? Parabéns.”. Algo do tipo.

Pelo abarrotamento de links e informações que ‘aparecem do nada’ na telinha do computador, terminar uma leitura online torna-se uma missão quase impossível pra quem não está definitivamente determinado a isso.

Também tenho outra percepção. Brasil: um país em constante evolução. Se parar para ver, o numero de famílias pobres que têm acesso à internet vem aumentando gradualmente. Isso decorre de planos de ‘inclusão digital’ que o governo (...) implanta na sociedade. Voltando ao meu ponto-foco, isso está longe da realidade brasileira. Ainda existe a parcela que não tem acesso às mesmas vantagens.

O que seria sair de circulação? Acho que a demanda de jornais a serem produzidos cairia drasticamente, cessa-la seria uma atitude precipitada. Demos valor ao que temos em mãos hoje. Num futuro não tão longe, pode virar raridade.

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